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"Born into Trouble as the Sparks Fly Upward" - A Silver mt. ZionEditar

A Siver Mt. Zion foi formado em 1999 pelo guitarrista/compositor Efrim, junto com o contrabaixista Thyerry e a violinista Sophie, três dos membro fundadores do godspeed you black emperor!, que, para os desinformados, é uma banda de nove (isso mesmo, nove) integrantes, baseada em Quebec, que, junto com o Mogwai e o Sigur Rós, formam a nata do tal postrock. Pois bem, eles lançaram, no mesmo ano, pela Constelation Records, o disco He Has Left Us Alone But Shafts Of Light Sometimes Grace The Corners Of Our Bedrooms, uma obra singular e genial, que, apesar de possuir muito de gybe!, contem também uma desenvoltura diferente, um tom intimista que não poderia ter sido alcançado com uma banda grande.

No final do ano passado, a banda cresceu: Becky, Ian e Jessica acrescentaram violoncellos, violinos e guitarras à banda, que, mais densa, trocou de nome e lançou "Born Into Trouble As The Sparks Fly Upward", seu segundo disco.

Passos. A Primeira faixa, "Sisters! Brothers! Small Boats Of Fire Are Falling From The Sky!" é sem dávida a mais próxima a algo que poderia estar num disco do gybe!. Violinos bem arranjados envolvem em névoa a melodia central do piano, que dita o tom melancolico dominante nas próximas faixas. Nelas, as cordas ora dialogam com a guitarra, ora com discursos gravados, criando uma atmosfera inflamável que explode na tensa "Take These Hands And Throw Them In The River", a primeira com letras. Paranóia e um clima de Pink Floyd são fortes nesta canção, que talvez não inclua os melhores minutos do álbum, mas com certeza inclui os que mais chamam atenção.

Um pássaro canta, contrasta com a voz cheia de efeitos e reverberações que há pouco nos aflingia, e apresenta a nova e belíssima música à frente: "Could've Moved Mountains" também com vocais, que desta vez, porém, estão mais tímidos, quase sussurrados em meio a um mar de tristeza. Depois, silêncios bem colocados, cellos que beiram a perfeição, e arranjos espetaculares dão sequencia, antes que "C'mon Comeon" densa, agressiva e inquietante, com suas guitarras berrando, rompa nos alto falantes para depois cair desgovernada, estranha, e finalmente se reerguer, chegando no clímax do disco. Mais passos. Só então é permitida a canção "Triumph Of Our Tired Eyes", esperança musicada, que vêm para amarrar tudo de maneira brilhante e encorajadora.

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