“Barravento”, de Glauber Rocha
De Refrator
[editar] “Barravento”, de Glauber Rocha
“Barravento” trata da história de um pescador negro que já tendo vivido na cidade, esforça-se para livrar o seu grupo de companheiros das velhas crenças e da religião – vista por ele como simples alienação e servilidade - usando para isso os meios mais diabólicos. “Barravento” - que significa reviravolta, revolução – é o primeiro longa-metragem do diretor Glauber Rocha (em 1957 havia dirigido o curta “O Pátio”) e já se pode ver neste o talento do cinemanovista em utilizar-se de imagens barrocas e personagens trágicos para representar as questões sociais e a cultura brasileira. Assim como nos seus filmes posteriores, que o marcariam como o mais importante cineasta brasileiro, a revolução se mistura ao misticismo de forma a não fechar a questão em um de seus pólos, problematizando-os num transe cinematográfico.
- “Barravento” (Brasil, 1961). 80 min. Direção: Glauber Rocha. Com: Antônio Pitanga, Luiza Maranhão, Lídio Silva e Aldo Teixeira
Total: 1h20 min
