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22/07/2006 - “A Salvo”, de Todd Haynes Editar

Acossada por sintomas de uma doença não identificada, uma típica dona-de-casa americana (Juliane Moore) descobre-se com alergia a vida urbana. Uma comunidade New Age longe de toda convivência social e “sujeira” da cidade torna-se a solução para o seu problema. Em um clima claustrofóbico e sufocante vemos a sua busca pela cura, filmados de forma estéril e fria, nos remetendo a um curioso meio-termo entre Kubrick e um melodrama de Fassbinder. Haynes faz de “A Salvo” um estranho filme de terror sobre a falta de desejo da era da comida diet e dos livros de auto-ajuda. De sobra, uma implacável crítica ao modo de vida formatado da sociedade americana e de sua paranóia. No que em filmes como “Beleza Americana” e “Tiros em Columbine” não encontramos de nenhuma modo, em “A salvo” nos salta aos olhos: uma crítica inteligente e sutil com espantável rigor estético.

  • “A Salvo” (“Safe”, EUA, 1995) – 119 min. Direção e roteiro: Todd Haynes. Com: Juliane Moore, Peter Friedman, Xender Berkley e Kate McGregor Stewart

Total: 1h59 min.