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23/06/2006 - “A Mulher das Dunas”, de Hiroshi Teshigahara Editar

Um entomologista japonês, ao ir para uma área deserta em busca de insetos raros, se vê em uma situação insólita, preso em uma casa construída em um poço de areia, com uma mulher desconhecida e uma tarefa digna de Sísifo. Esta história simples é o pano de fundo de uma das mais aclamadas obras do cinema mundial, vencedora em Cannes e indicada ao Oscar em 1964. A leveza das atuações contrasta com o peso do ambiente e da atmosfera criadas por Teshigahara, fazendo confluir no filme questões políticas, existenciais, cinematográficas e psicológicas. A montagem é milimetricamente calculada, porém fluida; o ritmo é ora lento e onírico, ora tenso e pulsado. Ao mesmo tempo erótico e amedrontador, hipnotizante e perturbador, "A mulher das Dunas" é como um labirinto feito de areia: perfeitamente simétrico e completamente assimétrico.

  • “A Mulher das Dunas” (“Sunna No Onna”, Japão, 1964) – 123 min. Direção: Hiroshi Teshigahara. Roteiro: Kôbô Abe. Com: Eiji Okada e Kyôko Kishida.

Total: 2h03 min.